
Nessa nova empreitada da Equipe FurrECA, analisaremos alguns dos grandes clássicos do cinema. Através de um olhar crítico e semiótico, iremos ressaltar todas as minúcias de várias obras que foram "sucesso" de bilheteria e crítica. O objetivo deste trabalho é dar um "upgrade" cultural em nossos milhões de leitores, dessa forma contribuindo para o fim da alienação imposta pelo cinema holywoodiano. Nosso primeiro filme será...
Um Tira No Jardim De Infância (Kindergarten Cop) - 1990
Direção: Ivan Reitman
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Richard Tyson, Penelope Ann Miller, Linda Hunt
Roteiro: Murray Salem
Gênero: Comédia Policial
Sinopse: Um tira durão recebe a missão mais desafiadora de sua carreira: disfarçar-se de professor de jardim-de-infância para prender um perigoso traficante de drogas.
Um Tira No Jardim De Infância foi um marco do cinema ocidental no pós-queda do Muro de Berlim. Numa clara alusão ao final da Guerra Fria, o filme retrata as ações do típico policial durão norte-americano John Kimble (Schwarzenegger), limpando os últimos rastros de pensamento comunista na América - retratados na brilhante atuação de Richard Tyson como traficante de drogas na antiga URSS - em seu trabalho/disfarce como professor de jardim-de-infância.
O filme traz um interessante conflito humano, somente visto em películas como Ghost e Um Príncipe Em Nova York, metaforizado pelo fenomenal Arnold Schwarzenegger, em seus anos dourados: a dualidade entre o policial "casca-grossa" e o amável professor. Este conflito chega a seu ápice na grandiosa cena em que esta dualidade aflora, quando o professor/policial Kimble dá ordens em tom militar a seus alunos de 4 anos de idade. A frase "THERE IS NO BATHROOM!" com certeza ainda ressoa no ouvido do cinéfilo que costuma acompanhar estes épicos.
Outra tópica debatida pelo filme é o despertar precoce das crianças para a sexualidade. A cena em que um dos alunos descreve as partes íntimas dos corpos masculino e feminino certamente irá chocar os mais púdicos.
Por fim, é interessante notar como o filme retrata tão bem um tema que é recorrente no cinema hollywoodiano. Ele foi, ousadamente, um dos primeiros a dissecar a sociedade estadunidense e revelar suas entranhas: uma sociedade patriarcal, muitas vezes representada pelos rednecks e WASPs. Essa situação é metaforizada por Schwarzenegger, quando este conquista facilmente a mãe de um dos seus alunos, mostrando a subserviência da mulher norte-americana.
Todas estas ousadias só estão presentes no filme graças à audácia do diretor Ivan Reitman, figurinha carimbada em outros clássicos como Junior e Minha Super Ex-Namorada. Reitman não deixa o ritmo do filme cair em nenhum minuto, proporcionando ao espectador uma sensação semelhante a um filme de guerra - guerra, desta vez, psicológica e "fria", como a Guerra Fria que estava por terminar.
Certamente, Um Tira No Jardim De Infância é um filme obrigatório na coleção de qualquer amante do bom cinema, e das primorosas atuações de Arnold Schwarzenegger. Talvez nunca mais apareça um filme que discuta tão bem os dilemas e conflitos que dilasceram a alma humana como este. É um convite à reflexão.
Nota FurrECA: 10/10
Um Tira No Jardim De Infância (Kindergarten Cop) - 1990
Direção: Ivan ReitmanElenco: Arnold Schwarzenegger, Richard Tyson, Penelope Ann Miller, Linda Hunt
Roteiro: Murray Salem
Gênero: Comédia Policial
Sinopse: Um tira durão recebe a missão mais desafiadora de sua carreira: disfarçar-se de professor de jardim-de-infância para prender um perigoso traficante de drogas.
Um Tira No Jardim De Infância foi um marco do cinema ocidental no pós-queda do Muro de Berlim. Numa clara alusão ao final da Guerra Fria, o filme retrata as ações do típico policial durão norte-americano John Kimble (Schwarzenegger), limpando os últimos rastros de pensamento comunista na América - retratados na brilhante atuação de Richard Tyson como traficante de drogas na antiga URSS - em seu trabalho/disfarce como professor de jardim-de-infância.
O filme traz um interessante conflito humano, somente visto em películas como Ghost e Um Príncipe Em Nova York, metaforizado pelo fenomenal Arnold Schwarzenegger, em seus anos dourados: a dualidade entre o policial "casca-grossa" e o amável professor. Este conflito chega a seu ápice na grandiosa cena em que esta dualidade aflora, quando o professor/policial Kimble dá ordens em tom militar a seus alunos de 4 anos de idade. A frase "THERE IS NO BATHROOM!" com certeza ainda ressoa no ouvido do cinéfilo que costuma acompanhar estes épicos.
Outra tópica debatida pelo filme é o despertar precoce das crianças para a sexualidade. A cena em que um dos alunos descreve as partes íntimas dos corpos masculino e feminino certamente irá chocar os mais púdicos.
Por fim, é interessante notar como o filme retrata tão bem um tema que é recorrente no cinema hollywoodiano. Ele foi, ousadamente, um dos primeiros a dissecar a sociedade estadunidense e revelar suas entranhas: uma sociedade patriarcal, muitas vezes representada pelos rednecks e WASPs. Essa situação é metaforizada por Schwarzenegger, quando este conquista facilmente a mãe de um dos seus alunos, mostrando a subserviência da mulher norte-americana.
Todas estas ousadias só estão presentes no filme graças à audácia do diretor Ivan Reitman, figurinha carimbada em outros clássicos como Junior e Minha Super Ex-Namorada. Reitman não deixa o ritmo do filme cair em nenhum minuto, proporcionando ao espectador uma sensação semelhante a um filme de guerra - guerra, desta vez, psicológica e "fria", como a Guerra Fria que estava por terminar.
Certamente, Um Tira No Jardim De Infância é um filme obrigatório na coleção de qualquer amante do bom cinema, e das primorosas atuações de Arnold Schwarzenegger. Talvez nunca mais apareça um filme que discuta tão bem os dilemas e conflitos que dilasceram a alma humana como este. É um convite à reflexão.
Nota FurrECA: 10/10
16 comentários:
Esse filme mudou a minha vida
Esse filme foi a alegria de várias tardes ociosas de uma vida toda.
Antes de assistir ao referido clássico eu cursava Farmácia-Bioquímica.
Preciso falar mais alguma coisa?
ótima crítica, mas que belo comentário! poxa, isso pra mim é uma homenagem aos tempos de infância, poderemos dizer aos nossos filhos que fomos educados sob a égide do cinema swazeneggeriano! lindo!
Tenho duas opiniões a respeito deste post. A primeira é que devíamos colocar o logo da Sessão da Tarde no começo, pra ilustrar. E a segunda é que acho que nenhum filme vale 10, porque somos críticos ferrenhos frustrados fedidos.
Concordo com o Érre. Para nós, que somos jornalistas seríssimos, "é tudo medíocre". Portanto, acho que devemos dar 9,7, em lugar de 10.
O clássico estilo Arnoldiano!
Melhor que isso só akele dos irãos "gêmeos" e claro, o outro no qual nosso astro engravida! (nomes não são meu forte)
bravíssimo!
THERE IS NO BATHROOM!
Nenhum comentario meu estaria a altura de tal classico do cinema. Me faz lembrar de tardes tao educativas, em que eu assistia sessao da tarde e malhacao!
Acho que a proxima resenha deve ser sobre A Lagoa Azul, outro classico q nos mostra que bebes que nao usam fraldas nao fazem nem xixi nem coco! (ou vai dizer que ninguem nunca se perguntou como eh que o filho dos caras ia ao banheiro no fim do filme???)
boa sugestão, tati =D
Esse filme foi um dos marcaram a infância da maioria. Aliás, faz tempo que a Globo não transmite tal filme de novo! Que saudades...
onde está Rufus, o lenhador?
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Queremos MAIS resenhas!
Pois não, dona Tateee...
Fritas acompanha?
Ahhhh... essse butico não é aquelke viadinho? E p Id? É aquele careca baitola?
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