Brasília – Uma campanha do Ministério da Saúde constrangeu os parlamentares nesta quinta-feira. Durante toda a manhã, senadores e deputados foram submetidos a exames preventivos contra hipotireoidismo e cânceres de mama e próstata.
A iniciativa, do ex-senador Clodovil Hernandes, falecido em março de 2009,foi aprovada na última sexta-feira (13) e colocada em prática ao longo desta semana. “Queremos melhorar a qualidade de vida dos nossos políticos”, disse o senador Fernando Collor (PTB-AL).
Simpatizante do programa de Clodovil, Collor fez inúmeras sugestões preventivas. “Propus um confisco de todos os maços de cigarro do Planalto durante, no máximo, um mês. Isto é para que todos sintam os benefícios deste tempo sem fumar. Devolveremos os maços depois, aí, a decisão de parar ou não de fumar ficará a cargo de cada um.”
Conforme sugerido na proposta inicial de Clodovil, os exames de avaliação física deveriam ser feitos pelos próprios pacientes, sempre sob a supervisão de um médico. “Falta amor no Congresso. Falta toque, afeto. Por isto a proposta do exame mútuo”, diz o texto do projeto de Clodovil.

Os deputados federais Jean Wyllys (PSol-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) aderiram à ideia, e realizaram, um no outro, exames preventivos de tireoide. Bolsonaro, entusiasmado, quis começar, apertando o pescoço de Jean Wyllys. “Homem que é homem se previne contra qualquer problema na tireóide”, declarou sorridente o deputado. Wyllys, emocionado, não conseguia dar declarações após o exame.
Bolsonaro declarou ainda que pretende lançar uma cartilha falando dos perigos do câncer de próstata e a importância do exame preventivo, o qual, frisou ele, deve ser feito a cada seis meses.
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