quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ibovespa desaba com volta de 'investidor maldito' aos mercados

Aranha e seus amigos conversam com uma analista no dia do IPO da BM&F

Banheiro da FEA - Com um mau humor generalizado dos mercados globais, o Ibovespa afundou nesta quinta-feira (4/8), chegando a cair 6,05%. Ações de Eike Mineirista (MMXM3) e Eike Logística (LLXL3), personalidades do esquizofrênico empresário bilionário, estavam entre as maiores baixas da Bolsa, de 11,81% e 11,25%, respectivamente, às 16h30.

Apesar de alguns analistas tratarem do assunto como uma resposta à lenta recuperação da economia norte-americana e do temor de contágio da crise da dívida europeia, rumores corriam entre os investidores brasileiros de que o motivo do pânico no pregão brasileiro era outro. Aparentemente, um dos responsáveis pela crise financeira de 2008 está de volta

Ativo do inferno
Na abertura das negociações desta quarta, uma novada rodada de compras das ações da BM&FBovespa (BVMF3) elevou o volume de circulação do papel. O problema, afirmam fontes que não querem se identificar, era o comprador. W. Cassimiro, aquele que transforma tudo
que toca em pó - o "Ativo do Inferno", em referência ao "Boca do Inferno" da literatura - voltou a se arriscar no mercado de capitais.

"Mãe, um dia as ações da BM&F vão fazer quenem (sic) eu! SUBIR!", dizia Aranha durante a fase negra dos papeis na bolsa.

Depois de perder uma casa e um buggy em 2008 com a recessão mundial, ao investir na a
bertura de capital (IPO) da Bolsa, a reentrada de "Aranha" no mundo da renda variável causou um rebuliço entre investidores no Brasil. "Quando vimos uma série de operações de compra do papel BVMF3, temíamos pelo pior, e, ao checar informações com a 'Baconzitos Corretora', tivemos a confirmação: um espectro ronda a Bovespa, o 'Ativo do Inferno'", explicou um estudante da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a FEA.

Na época do IPO da BM&FBovespa, os ativos perderam mais de 50% depois de Cassimiro decidir investir na oferta. Com a justificativa de que "investimento em ações é para longo prazo", dia-a-dia o ex-aluno da FEA via seu patrimônio sumir como peido em campo aberto.

Não é só com ações
Engana-se, porém, quem pensa que a maldição do Ativo do Inferno refere-se apenas a investimentos na bolsa de valores. Responsável pela concepção do famoso FEA+, programa de relacionamento com ex-alunos da faculdade, ele tentou reunir personalidades que haviam se formado no local para doarem dinheiro a um projeto. Mas, com a estapafúrdia ideia de chamar Tomie Ohtake, de 88 anos, para desenhar uma obra arte a ser exposta no campus da USP, o tiro saiu pela culatra. "4R, aquela escultura é uma bosta", disse em 2009 um funcionário feano.

Na inauguração - atrasada -, a peça estava toda retorcida, e teve que ser levada "por alguns dias" para o conserto. Apenas após mais de um ano a obra retornou ao campus, ainda com um aspecto horroroso. Alunos a apelidaram de "banconzitos", "bigode do Azzoni", em comemoração ao então diretor da faculdade, entre outros.

Quanto à direção da FEA, foi após W. começar a trabalhar diretamente no gabinete do chefe da unidade que uma crise política se instaurou, com a reforma e modernização da biblioteca não saindo do papel, e culminando na derrota de Azzoni nas eleições para diretor. "O Aranha se fodeu", zomba um jornalista careca próximo ao maldito.

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