terça-feira, 2 de setembro de 2008

ECAtástrofe® no Labre

Era uma tranqüila tarde de segunda-feira. Os alunos da Faculdade USP (FUSP) voltavam do Restaurante Universitário, o popular Pantexão. Os habitantes do Mundo Maravilhoso Jormat, como Andréler, Benafleque, Dipsy e Tinky-Winky, preparavam-se mais uma vez para fazer os deuses do Jornalismo (Louis XIV, ancestral de Santoro, e Alice Mitika, a própria, por exemplo) sentirem vergonha com o fechamento do segundo Jornal do Campus (JC) do semestre. Tudo correria bem, se não fosse um plano malévolo dos inimigos mortais dos jormats: os jornots.

Os jornots são seres extremamente inteligentes, sagazes e heterossexuais, e a priori são criados para enfrentar os jormats em uma eterna batalha. Seus jornais, mesmo que com falhas (só perceptíveis para aqueles não-inteligentes), são muito melhores, e geralmente seres que destoem da personalidade jornot são banidos para o mundo jormat. Esses anjos caídos ficarão para sempre vagando entre os lados rosa e azul da força. Há também o caminho inverso, em que os jormats alcançam a perfeição plena e acabam tornando-se agregados ao Jornot, como são os casos de Paulo e Benaque.
Ao adentrar o Labre, o Laboratório de Redação onErativa, podia-se sentir um ar pesado: algo errado estava para acontecer. Eduardo H******, editor do caderno de cultura, vestia seu kimono sagrado de sacerdote nipônico e entoava ensinamentos do Dalai Lama enquanto Butico, visando tão-somente à discórdia entre os jormats, contactava Marcel* (nome fictício), sua agente infiltrada - era chegada a hora de um ataque frontal aos pederastas.

Marcel* tinha sido encarregada de escrever uma simples nota sobre a produção de muitos quadrinho e muitos supremento do Pato Donard na FUSP, mas, a mando do caipira diabólico, entregou para Eduardo um poema de Benaque Bernardo Guimarães, o malfadado Elixir do Pajé. Não entendendo muito a situação, o japonês, sempre muito zen, pediu encarecidamente à adorável moça que reescrevesse o texto, desta vez fazendo pelo menos alguma menção às HQs, mesmo que mantendo alguns versos do poema. Tomada por uma impáfia descomunal, só vista anteriormente na figura de Cesar "Jóker" Romero, ela recusou-se veementemente a mexer em uma só vírgula do texto, dizendo que o sacerdote não compreendia sua expressão artística.

Mesmo após a insistência de Eduardo, Marcel* permanecia impassível. Foi quando o seguidor dos ensinamentos budistas perdeu a paciência. O espírito benaquiano o invadiu por dentro e todos os baldes, nos quais o Tio do Labri guardava seus preciosos DVDs da Brasileirinhas, foram chutados ao léu. A seguir o ocorrido na íntegra:

— Seu texto está uma merda, uma bosta, UMA PUTARIA! EU FICO DESGRAÇADO DA MINHA CARA! Sua cabecinha fresca do caralho, conhece a Revolução Francesa? O Inferno de Dante? VOU PEGAR UMA TROLHA, ENFIAR NO SEU RABO E AÍ YESSSSS! Vou ferrrrrarrrr com você! Menininha vagabunda com cara de... luz.

Nenhum presente entendeu aquilo. O guia espiritual d'Oriente, mestre de todos os jormats, havia sucumbido à raiva e ao lado negro da força. Choros de desespero puderam ser ouvidos até do FEA+, complexo feano multi-tarefa, onde este que vos fala trabalha arduamente no dia-a-dia por uma Faculdade USP melhor. Marcel* sentiu que o plano malévolo do caipira tinha dado certo. Começou, então, a insultar todos os presentes, criticando suas cutículas, seus cabelos com pontas duplas e suas barriguinhas, revelando a todos a enorme inveja que cada uma sentia por ela.

O Tio do Labri apareceu, então, para apartá-los. Ele estava presente, obviamente, pois tem dedicação exclusiva a seu trabalho no Laboratório. O primeiro round havia terminado. Todos estavam com os ânimos acalmados; era chegada a hora de Butico passar dos limites. O telefone do Labre tocou e, quando mestre Eduardo atendeu, mal sabia ele que sua vida mudaria de ali em diante. Era Lao, o Godfather da São Remo, truta de Marcel* e nêmesis de RRRR e Fernanda Braite. Ele ameaçou invadir o Labre sob tiros e eliminar o pobre nipônico, se não fossem cumpridas duas exigências: que a matéria de Marcel* fosse publicada em Comic Sans 14 na primeira página, e que finalmente saísse a foto do Boneco Doido no São Reminho.

Foi quando Marcel* retornou para o segundo round. Bruna A-buzzo, como sempre ponderada, foi tirar satisfações com a moça. Vozes gritando "pistoleira" e "UEPA!" ecoaram no CJE, ruborizando até Carlos Massa, que estava no Labre a fim de organizar seus textos de doutorado em barraco (fontes afirmam que ele assumirá o lugar do Prof. Dr. Dirceu Fernandes Lopes quando este aposentar-se). Marcel* resolveu pôr um fim à briga de modo deveras elegante. Gritou "CALABOCASUAPUTA!", à moda Dick, o capanga, e então mandou Bruna ir ceder o bumbum. Estávamos de volta ao perigoso terreno da 5ª série.

Como bons emos e pederastas, os mats caíram no choro. Não se tinha notícia de tantos litros de lágrimas corridas em um mesmo local desde a gravação do último episódio de A Usurpadora. Mas houve uma coisa que Butico não previu. Marcel* é uma mercenária e, como tal, não tem como ser controlada. O ataque final da serpente ficaria para depois, mais precisamente para o próximo semestre. A última frase da garota vai habitar nosso inconsciente durante os próximos 6 meses, certamente. Depois de muito chororô, traficantes e bundas dadas, Marcel* gritou:

— Vou fazer o Jornal do Campus com o not!

Com isso, finalizamos mais um trabalho de Xornalismo Fertate. Só o FurrECA poderia publicar a verdade em um caso que complica um dos integrantes de sua própria redação (localizada no Serviço de Comunicação da FFLCH, um lugar sério e de respeito). Agradecimentos especiais à jornalista especialmente enviada ao Labre para cobrir o evento, Lia Chartouni Segr* (nome fictício, para preservá-la).

17 comentários:

Camila disse...

de buenas, tudo estaria bem se Marcel* não tivesse afirmado o que disse por último. teremos que defenestrá-la.

Butico disse...

vergonha na Faculdade USP!

Anônimo disse...

Aaaah, se eu pego esses desaforados! Levo todo mundo pra dar um passeio no DOPS, pra brincar de "telefone", conhece? Vou pegar uma maquininha, daquela de dar choquinho, sabe? E aí, ó: YESSSSSSS!

Anônimo disse...

ces tão fudido!!!
isso é pessoal e sim, é uma ameaça!

RRRR disse...

Vaipegáminhamãeé?

Anônimo disse...

HAUAUAHAUAHAAUAUAUAUUAHAUAUAUAAHAHAUAHHAUAUAHAHAUUAHAUAUAHAUUA


OS NOTS SEMPRE VENCEM NO FINAL!
NAO QUERO NEM SABEEEEER!

Bruna Escaleira disse...

Ninguém tem moleza com essa galerinha da pesada! Ah ah, vai ter que rebolar!

)borbas( disse...

"então mandou Bruna ir ceder o bumbum."....hahahahahahahahahah
caguei de rir!!!

Os nots se fuderam...JC com Marcel* "(nome fictício para preservá-la)" será o cão!

Pedro Sibahi disse...

Ahhh, sem briga, vamos bota o pau... digo.. as cartas na mesa!

Tatiane Ribeiro disse...

Informações quentes e relevantes: Marcel* vai continuar fazendo o JC com os mats. De acordo com fontes que preferem não revelar seus nomes, ela disse: "Vocês vão ter que me ENGULIR! E se reclamar, o Lao vai cortar o pinto de vcs fora!"...

Pois é, minha gente, Marcel* faz o que quer na redação do jornal da FUSP...


Lia Chartouni Sergr*, parabéns pela apuração fidedigna dos fatos. São jornalistas como você que fazem a profissão valer a pena!

Saulo disse...

como será o ingresso de Marcel* no Not?

...aguardo as próximas cenas.

Butico disse...

Vai sobrar muita confusão, com direito a altas roubadas e clima de azaraçãããão!

Camila disse...

se rolar clima de azaração no not com a Marcel* o segurança, digo, o namorado dela, vai cair de pau ni nóis.

que medo.

RRRR disse...

Chico. Eu, se fosse você, pedia transferência pra URSP, a Universidade Rural de São Paulo, e nunca mais citava esse episódio...

Anônimo disse...

Cale a boca, marginal!

Anônimo disse...

Bizarro!!!!!
Foi chocante. E no minimo inesperado

Lia Lupilo disse...

um a-buzzo!!